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A notícia pode parecer estranha, mas depois que você ler o conteúdo do post, vai fazer um pouco mais de sentido. A equipe de pesquisadores da Universidade de Georgia Tech (composta pelo cientista do Instituto de Tecnologia Billy Lau, e pelos estudantes formados Yeongjin Jang e Chengyu Song) detectaram a algum tempo uma estranha maneira de instalar malwares em dispositivos com o sistema iOS: através de um carregador “mal intencionado”.

Explico: esse carregador especial oculta em seu interior um pequeno computador (ou uma firmware, que é um termo mais aceitável), que pode enviar malwares para o sistema operacional móvel da Apple, uma vez que o dispositivo é conectado ao acessório e desbloqueado. Os pesquisadores alertaram à Apple sobre essa vulnerabilidade considerada grave, uma vez que qualquer pessoa um pouco mais habilidosa poderia desenvolver esse carregador.

Pois bem,  a Apple já se manifestou sobre o assunto, e para tranquilizar os usuários de seus dispositivos, afirma que a versão beta 4 do iOS 7 (e suas versões posteriores, por tabela) já conta com tudo o que é necessário para se proteger desse tipo de ameaça.

A Apple não entrou em detalhes para explicar qual foi a solução que eles encontraram, mas o próprio Billy Lau (de Georgia Tech) afirma que uma das prováveis soluções está em um sistema de identificação que reconhece quando o dispositivo está conectado a um computador ou carregador, e assim tomar as decisões pertinentes para cada tipo de conexão.

Levando em consideração a necessidade de um componente físico para que o ataque aconteça (nesse caso, um carregador), para aqueles mais receosos, vale aquele alerta de não conectar o seu iPhone, iPad ou iPod touch em locais suspeitos, até que a versão final do iOS 7 esteja disponível. Resta ainda saber o que vai acontecer com os dispositivos que não são compatíveis com a nova versão do iOS.

Um detalhe importante: diferente do que acontece na ocasião do ataque ao portal de desenvolvedores, a Apple agradeceu aos pesquisadores de Georgia Tech pelos “serviços prestados”.

Via Reuters