apple-logo-loja

A Apple revelou ontem os seus resultados financeiros correspondentes ao seu terceiro trimestre fiscal de 2015. Período esse muito esperado, pois era o primeiro onde as vendas do Apple Watch seriam computadas.

Mesmo sendo um trimestre mais fraco que os outros – pois antecede ao lançamento de novos produtos -, a Apple mais uma vez reportou recordes trimestrais, com vendas de US$ 49.605 bilhões, e lucros trimestrais de US$ 10.7 bilhões. Ou seja, 33% a mais do que o registrado no ano anterior (US$ 33.432 bilhões em vendas, e US$ 7.7 bilhões de lucros).

 

iPhones e Macs

O recorde desse trimestre na Apple se deu principalmente pelas vendas de iPhones, que arrecadaram US$ 31.368 bilhões, vindos de 47.5 milhões de unidades. Comparando com o mesmo trimestre do ano passado, foram vendidos 35.2 milhões de unidades, que renderam US$ 19.751 bilhões. O aumento nas vendas de unidades foi de 35%, e na arrecadação, de expressivos 59%.

Por outro lado, a venda dos Macs se manteve estável, e para o mercado de PCs é de se chamar atenção. Enquanto que todo o segmento caiu 12%, a Apple aumentou as vendas dos seus computadores em 9% em relação ao mesmo período do ano passado, ou US$ 6.030 bilhões para 4.7 milhões de unidades vendidas.

 

Apple Watch

Ainda que Tim Cook tivesse alertado que não informaria os números de vendas do Apple Watch, ele aparece pela primeira vez na categoria ‘outros’, ao lado do Apple TV, iPod, produtos Beats e acessórios. Cook informou que as vendas totais serão conhecidas em setembro, e só dá pistas que ‘as vendas superaram nossas expectativas, e proporcionalmente são maiores que as que tiveram as primeiras versões do iPhone e iPad’.

Alguns analistas estão prevendo que o Apple Watch obteve ingressos de aproximadamente US$ 1 bilhão, já que a categoria ‘outros’ teve um aumento de 49% em relação ao mesmo período do ano passado, e 56% em relação ao trimestre anterior. Certamente o relógio já reflete a sua participação, mas ainda é muito arriscado atribuir esse crescimento apenas em relação ao Apple Watch. Mas vamos esperar até setembro para confirmar ou desmentir as previsões.

 

iPad (segue em queda)

Mais uma importante que da nas vendas do iPad foi registrada, e sem sinais de recuperação. Comparando com os números do mesmo período no ano passado, a queda foi de 23% nos ingressos, e 18% a menos nas vendas, ou US$ 4.538 bilhões e 10.9 milhões de unidades durante o período.

Mesmo assim, a Apple garante que o seu tablet possui um índice de satisfação invejável de 97%. Mais de 50% das pessoas que querem comprar um tablet pensam no iPad como sua primeira opção, e de tablets do mercado de mais de US$ 200, a maioria é composta por iPads.

Agora, resta esperar o próximo ciclo de renovação, ver com o usuário se adapta às mudanças do iOS 9 e, obviamente, o muito especulado iPad Pro.

 

O crescimento na China continua

Durante anos, o mercado norte-americano foi o mais importante para os produtos da Apple, mas o que vimos nos resultados do trimestre anterior se repetiu nesse: o espetacular crescimento na China, mercado que adotou a marca ocidental como nunca antes foi visto.

A China reportava no trimestre anterior um aumento de 71%, mas nesse período a marca foi de incríveis 112%, com US$ 13.230 bilhões. Ainda é menos que os US$ 20.209 bilhões obtidos na América, mas com essa tendência, com certeza a China vai se transformar no mercado principal da Apple. E rápido.

Vale a pena mencionar que 64% das vendas trimestrais da empresa aconteceram fora dos Estados Unidos.

Apesar dos números recorde em um trimestre difícil, os analistas previam vendas do iPhone próximas aos US$ 21 bilhões, e as previsões para o próximo trimestre são muito conservadoras. Resultado: as ações da Apple caíram 7% depois do anúncio dos resultados financeiros.

Via Apple