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O Android M, próxima versão do sistema operacional do Google, foi apresentado hoje (28) no keynote inaugural do Google I/O 2015, oferecendo alguns dos seus detalhes. O Google trabalhou com seis características essenciais que foram detalhados, além de avanços importantes.

O Android M será uma versão centrada em reafirmar características e melhorar o desempenho e a eficiência do Android Lollipop, sendo esta uma versão mais estável, fluída e com várias melhorias que, se não são revolucionárias, ao menos devem melhorar e muito a experiência do usuário.

 

Permissões mais coerentes

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O Google decidiu reduzir o número de permissões para oito, além de avisar que o aplicativo vai utilizar uma determinada permissão quando ele precisar, e não durante a sua instalação. Isso torna o processo de permissão algo mais coerente, já que cada aplicativo poderá ser ativado ou desativado a todo momento, a partir de um novo ajuste da configuração, que permite o controle dessas funções de forma fina.

Isso evita sustos em aplicativos que acessam recursos que, teoricamente, não deveriam necessitar. É possível controlar essas permissões por aplicativo, mas também por tipo de aplicativo. O Google resumiu em oito grupos: localização, câmera, microfone, contatos, telefone, SMS, calendário e sensores.

 

A experiência web chega através de abas personalizadas

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O Google criou as abas personalizadas, que permite a integração do navegador Chrome dentro dos aplicativos. Uma demonstração do Pinterest, foi possível ver como é possível acessar um link desse site, mantendo a aparência desse aplicativo, e sem sair do software.

O usuário não precisa saber o que está acontecendo durante a experiência web, e todo o fluxo passa pelo mesmo entorno. É possível que essa página se comporte da mesma forma que o aplicativo, sem a necessidade do mesmo ter que integrar à ele mesmo esse código. A transformação dos aplicativos nativos e conteúdos web é muito mais natural, caso os desenvolvedores aproveitem o recurso.

O Google informa que essa novidade beneficia e muito aos usuários, que podem ter um acesso melhor às características como inicio da seção, as senhas salvas, o comando auto-completar ou a segurança desse tipo de interações com esses aplicativos e serviços web.

 

Os aplicativos nunca conversaram tanto entre si

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O Android conta com o Intent System, que permite que os aplicativos se conectem uns aos outros. Mas ao fazer isso, só encontramos com um quadro de diálogo onde devemos escolher o aplicativo que queremos usar para uma determinada ação. No Android M, os aplicativos podem verificar a si mesmos em determinadas situações.

Por exemplo: se nos deparamos com um link no Twitter ‘verificado’ e clicamos nele, o aplicativo do Twitter será acionado, sem a necessidade de um comando adicional. Isso simplifica também o processo de abertura de aplicativos, onde continuamos a ter um controle como usuários.

 

Pagamentos móveis

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O Android Pay será um dos focos importantes do Android M. Ele vai funcionar com o NFC e o Host Card Emulation para oferecer o serviço de pagamento nos smarphones baseados na nova plataforma móvel. Para o Google, os três pilares do Android Pay são: simplicidade, segurança e capacidade de escolha.

O último em especial é interessante, pois segundo o Google, o Android Pay é ‘uma plataforma aberta’, permitindo que todos aproveitem tanto o sistema do Google com, se quiser, o do aplicativo bancário de sua preferência para completar o processo. O Google promete que o sistema vai funcionar em 7000 mil lojas, e as operadoras de telefonia estão envolvidos com essa funcionalidade.

 

Os leitores de digitais chegam com força ao Android M

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O sistema de pagamentos também será chave para as compras dentro dos aplicativos (in-app purchases), e é compatível com o Android KitKat ou superior. O Google vai reforçar as APIs para o uso dos leitores de digitais, e já trabalha com os seus parceiros no desenvolvimento de aplicativos que fazem uso dessa capacidade para realizar o pagamento com esse tipo de sistema de autenticação.

A padronização desse suporte fará com que mais fabricantes e desenvolvedores aproveitem esse tipo de sensor para desbloquear o smartphone ou realizar pagamentos com o Android Pay. As APIs abertas de autenticação e esse impulso no Android M devem finalmente fazer com que os leitores de digitais se tornem algo comum no mercado.

A luta para ampliar a bateria, e a chegada do USB-C

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O Google realizou esforços importantes para tornar o Android M mais eficiente na sua bateria. Entre as novidades, temos o Doze, um sistema ‘inteligente’ de controle e gerenciamento de consumo energético.

Um exemplo de como o Doze pode ser útil é no sistema de detecção do movimento: o Android M detecta se há movimento no tablet e smartphone, e se isso não acontece por um certo período, ele congela quase totalmente o aplicativo, mas permitindo que se receba notificações e alarmes, além de mensagens de chat de alta prioridade. É possível aumentar em duas vezes mais a autonomia do Nexus 9 com o Doze.

Além disso, o suporte aos conectores USB 3.1 Type-C está presente ao Android M, algo que deixa claro que os próximos dispositivos da linha Nexus farão uso dessa tecnologia. Inclusive será possível utilizar o smartphone para carregar outro dispositivo, desde que você tenha bateria suficiente no smartphone para realizar o processo

 

Muitas melhorias

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O Google trabalha em várias outras melhorias no Android M. Por exemplo, um sistema de controle de volume simplificado, melhor escaneamento de dispositivos Bluetooth, proteção do reset do dispositivo, serviços de integração de voz, histórico de bateria. Bluetooth 4.2, entre outros.

Uma das pequenas melhorias destacas foi a que afeta a seleção de texto na hora de copiar e colar em outros aplicativos, e que foi fonte de críticas dos  usuários do Android por muito tempo. Também foi facilitado o Direct Share, para que fique mais fácil o compartilhamento de conteúdos em modo smartphone-smartphone.

O Android M está disponível em versão preliminar a partir de hoje (28), para os dispositivos da família Nexus, permitindo que os desenvolvedores comecem a trabalhar nas melhorias dos seus softwares. O que fica claro é que o Android M oferece uma melhora bem relevante sobre a mudança radical que vimos no Android Lollipop e no Material Design.