sundar-pichai-alphabet

Parece mentira que a Alphabet tenha apenas seis meses de vida, mas já é essa potência toda. A gigantesca reestruturação da Google anunciada em agosto de 2015 já dá seus frutos, se transformando na empresa mais poderosa do mundo, ultrapassando a Apple.

Depois de tornar públicos os seus ótimos resultados financeiros, o valor das suas ações na bolsa subiu o suficiente para destronar a Apple, que estava nesse posto de mais poderosa do mundo desde 2010. Agora, sabemos que a Alphabet teve ingressos de US$ 21.3 bilhões, com lucros de US$ 4.9 bilhões, refletindo assim um aumento anual de 18% e 5%, respectivamente. Grande parte desse sucesso está no bom funcionamento das buscas móveis, no YouTube e no seu negócio de “publicidade pragmática”.

O mais interessante de todos os dados revelados é que, graças a estra reestruturação, é possível saber com exatidão quais departamentos geram dinheiro dentro da Alphabet, e quais não geram. Um dos setores rentáveis é a própria Google, que arrecadou US$ 74.5 bilhões, com lucros de US$ 23.4 bilhões. Já as empresas englobadas na categoria Other Bets (Nest, Google X, Google Fiber e outros) arrecadou US$ 448 milhões no ano passado, mas registrou um prejuízo de US$ 3.6 bilhões.

Mesmo assim, a própria Aphabet reconhece que os resultados do Other Bets já eram o esperado, uma vez que se trata da empresa que cuida das novas empresas adquiridas e das tecnologias em desenvolvimento, de modo que é um grupo que realmente não deve dar lucros.

Não podemos deixar de destacar o segmento Outros Investimentos da Google, que inclui segmentos como o Google Play e sua linha de hardware. Aqui, temos um crescimento de US$ 2.1 bilhões no quarto trimestre de 2015, um aumento de 24% em um ano. Infelizmente não há mais detalhes sobre como esses números foram divididos dentro dessa categoria, mas é mais uma peça chave na fortificação da já imensa e colossal Alphabet.

A aposta em dividir a Google em diversas empresas e colocar todas elas em um conglomerado já se pagou. Muitos afirmavam que era uma aposta de elevadíssimo risco, uma vez que você tira de uma grande empresa o valor agregado de vários projetos em desenvolvimento, de serviços com relevância e outros fatores administrativos que poderiam prejudicar a Google no seu valor de mercado.

Porém, a ideia do “dividir para conquistar” prevaleceu. Não só a Google (agora uma empresa da Alphabet) se valorizou, como também outros serviços vinculados à Google, que ganharam uma maior independência e destaque junto aos investidores. Cada departamento agora possui números mais transparentes, um desenvolvimento mais claro e maiores chances de receber investimentos para que seus projetos prosperem.

Logo, não é difícil entender por que a Alphabet se tornou a empresa mais poderosa do mundo. Concentra tanto potencial de desenvolvimento, que virou rapidamente o paraíso dos investidores. Mesmo aqueles segmentos que não dão lucro incomodam. Até porque está no DNA da Google apostar e correr riscos. Logo, nem eles e nem os investidores de chocam com prejuízos de US$ 3.6 bilhões.

Com esse andar da carruagem, a máxima do “a Google vai dominar o mundo” só vai mudar porque a própria Google decidiu assim. Agora, é “a Alphabet vai dominar o mundo”. Se bobear, com certa facilidade.