2018 vai ser o ano em que todo mundo vai copiar a monocelha ou notch do iPhone X. Bom, quase todo mundo. Fabricantes como Vivo, Essential e Meizu apresentam ideias que tentam ir na contra-mão do ‘mais do mesmo’.

A Mobile World Congress 2018 foi marcada por uma Samsung monopolizando tudo com o Galaxy S9 e S9+, uma Nokia que apresentou cinco dispositivos, e um monte de dispositivos Android com notch criando um problema para o sistema da Google que simplesmente não existia.

Até entendo que muita gente por aí quer ter um iPhone X com Android. Por outro lado, tecnicamente nenhum dispositivo Android precisa ter a tal monocelha. Mas como os fabricantes querem entregar aquilo que as pessoas querem…

Mas existe uma luz no fim do túnel. Na verdade, algumas luzes.

 

 

Algumas patentes da Essential apontam para um smartphone Android sem notch. A chinesa Vivo também apresentou um protótipo que se afasta do iPhone X, com o Vivo Apex, cuja solução já tem patente registrada desde 2017.

A Essential Products também aposta nos sensores fotográficos escondidos, com a câmera frontal saliente no estilo popup, e com a tela sendo simplesmente tela. O resultado final seria muito parecido com o conceito do Vivo Apex.

O detalhe é que, ao ser questionado sobre o Vivo Apex, Andy Rubin, CEO da Essential, foi direto ao ponto na resposta: enviou o link da página do Google Patents.

 

 

É claro que o Essential Phone pode não contar com essa aparência. As patentes existem, e Rubin pode se valer delas para a próxima geração do seu smartphone.

Outra que tenta livrar os smartphones Android do notch é a Meizu. A sua patente revela um smartphone com a câmera escondida abaixo da tela. Simples assim.

Para isso, a tela frontal seria produzida em grafeno, que por sua natureza transparente permite que a luz penetre no sensor da câmera. O sensor de luz e o sensor de proximidade também ficariam abaixo da tela, assim como o seu alto-falante.

 

 

O sistema de câmeras da Meizu permitiria dispositivos com a parte frontal quase em 100% de tela. Lembrando: este é apenas um conceito, que pode ou não virar uma realidade.

Mas, sendo otimistas, quem sabe daqui a três anos começamos a ver dispositivos com tela full frontal de verdade, sem imperfeições ou interrupções na linguagem de design.

Até lá, vai todo mundo copiar o iPhone X. Talvez a grande exceção será mesmo a Samsung, que deve mesmo apostar em inserir o leitor de digitais abaixo da tela. Algo que já existe, mas só os donos do Galaxy S9 podem produzir em larga escala.