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Uma matéria publicada pelo The Daily Beast mostra que, na Rússia, vários cibercriminosos utilizam os mais diferentes serviços ao consumidor para lavagem de dinheiro, incluindo o Airbnb.

É um mecanismo bem simples: os mafiosos possuem o dinheiro ilícito que precisa ser lavado, ou roubam um cartão de crédito com uma elevada linha de custos. Eles contratam uma hospedagem no Airbnb com valores que variam dos mais básicos até acima dos US$ 3.000.

A transferência de valores é feita pela plataforma, mas o hóspede nunca vai aparecer para usar a sua hospedagem contratada. O dono do imóvel recebe o dinheiro e divide o valor com quem solicitou a hospedagem. No final, é feita a análise positiva da hospedagem, e pronto.

A Digital Shadows, que é quem investiga esses casos, afirma que as negociações acontecem em fóruns, em alguns casso com credenciais roubadas ou compradas para uma melhor confecção da fraude, mas sem dividir o dinheiro da locação.

Já a Airbnb alega ter um sistema de detecção em tempo real que pontua cada uma das reservas no site com antecedência, para reduzir os riscos. Também se valem do machine learning e análise preditiva para detectar os sinais que podem indicar uma transação suspeita.

A resposta da empresa não detalha as tecnologias utilizadas, nem aborda exatamente a denúncia feita. Porém, fica claro que as medidas de segurança podem ser burladas para aplicar os golpes.

O uso de métodos de autenticação de múltiplos fatores ao iniciar uma seção em um dispositivo novo e os mecanismos de micro autorização e 3D-Secure nos cartões de crédito são boas formas de defesa.

No final das contas, o Airbnb não está diretamente envolvido nas fraudes. Os criminosos usam a sua plataforma para isso. Porém, a empresa precisa implementar suas defesas para reduzir a prática e os prejuízos por ela gerados.

 

Via The Daily Beast