smartphone

Depende do que você quer da vida (e do que você espera do seu futuro smartphone).

Eu sou um geek convicto. Adoro tudo quanto é tipo de gadget. Mas sou um cara pobre, que luta para pagar as contas. Não compro os produtos mais caros do mercado, e normalmente tenho um smartphone novo porque algum fabricante me oferece esse dispositivo como parte do meu trabalho.

Repito: quando um fabricante oferece um dispositivo para um produtor de conteúdo, não é um “presente”. É uma ferramenta de trabalho para que possamos dissertar sobre esse produto da melhor forma possível.

Porém, o fato é que, hoje, um ótimo smartphone de linha média custa, no máximo, R$ 1.500. Um dispositivo que atende bem as principais necessidades da maioria dos usuários (redes sociais, navegação na internet, comunicadores instantâneos, e-mails, alguns jogos casuais e consumo de vídeos) custa, no máximo, esse valor.

Apenas os mais exigentes vão procurar os modelos mais caros, e pagarão a mais para ter recursos e funcionalidades específicas. Um processador mais potente para os jogos, câmeras de maior qualidade ou maior capacidade de armazenamento.

E, mesmo assim, ainda temos a nova categoria “linha média premium”, onde um dispositivo que custa R$ 2.500 entrega essas características pontualmente mais avançadas em seus dispositivos.

 

 

Ou seja, um modelo top de linha “master blaster megafoda”, que custa a partir de R$ 4.000 (podendo alcançar os absurdos R$ 7.800, dependendo do modelo) só será uma prioridade para dois grupos de usuários: 1) aqueles que podem (e querem) pagar por isso, por uma mera questão de status; 2) aqueles usuários com necessidades ainda mais específicas, ou profissionais de segmentos específicos, que necessitam de características que esses dispositivos oferecem.

Pode parecer uma futilidade, mas a produtividade oferecida pela Stylus no Galaxy Note 8 é necessária para alguns profissionais. As câmeras de alta qualidade no iPhone 8 e 8 Plus (acompanhadas de microfones com tecnologias de redução de ruído) são bem vindas para produtores de conteúdo. Assim como a câmera dupla do LG G6.

Mesmo assim. Necessidades pontuais.

A grande massa de usuários não precisam de um smartphone de R$ 4.000 para as suas necessidades mais básicas e rotineiras. Eu já bati nessa tecla antes, mas me vejo obrigado a voltar nesse tema de tempos em tempos. Não apenas porque ainda vivemos na era do consumismo e do “adoro me mostrar com meu smartphone novo”, mas principalmente pelo fato dos valores para os modelos top de linha alcançarem patamares simplesmente surreais.

Ou seja… reveja sempre seus conceitos antes de comprar um smartphone. Avalie suas necessidades e prioridades. E, por favor, faça sempre a compra priorizando a melhor relação custo-benefício para você.

Lembre-se: um smartphone é um investimento.