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A Samsung quer ir muito além da produção de dispositivos, explorando a sua capacidade de criar novos componentes no lugar de comprar de terceiros. É que eles planejam para as telas AMOLED e também no segmento de chipsets e processadores.

Até agora, a Samsung é dependente da Qualcomm nos chipsets, principalmente nos smartphones top de linha, ou quando precisa lidar com a conectividade LTE. E tal como acontece nas telas, a Samsung considera a possibilidade de desenvolver esses componentes, que podem ajudar a diferenciá-los da concorrência, ser mais rentável e aumentando os lucros vendendo esses chips para outros fabricantes.

Uma coisa é alcançar um desempenho semelhante aos chips Snapdrago. Outra, bem diferente, é produzir em larga escala soluções de hardware, principalmente quando suas fábricas estarão muito ocupadas nos próximos meses, caso se confirme a produção dos próximos chips da Apple.

A mudança de estratégia poderia vir com o Samsung Galaxy S6, que pode vir com o novo chipset Exynos 7420, no lugar do Snapdragon 810, que é amplamente adotado pela concorrência. Ao que tudo indica, o produto da Qualcomm deixou os problemas de produção e superaquecimento para trás, o que pode indicar que a Samsung deva mesmo preferir o seu próprio chip.

Para ter uma ideia do poder de fogo da Qualcomm, 60 smartphones importantes que chegarão ao mercado em 2015 contarão com o Snapdragon 810.

É possível que nos deparemos com mais sinais da natureza rebelde da Samsung, como a incorporação do software da Microsoft nos novos dispositivos Android, ou o desenvolvimento do Tizen para se tornar menos dependente de outras plataformas, principalmente nos modelos de entrada e/ou para mercados emergentes.

Via BusinessKorea