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De acordo com os últimos vazamentos de Edward Snowden, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) e o seu equivalente britânico, o Quartel General de Comunicações do Governo do Reino Unido (GCHQ) teriam utilizado aplicativos de dispositivos móveis e até o Angry Birds para coletar todo e qualquer tipo de informação pessoal do usuário.

Segundo publicam o The Guardian, o ProPublica e o Ney York Times, tanto a NSA como o GCHQ podem acessar detalhes, como os códigos de identificação do smartphone em uso, a localização do dispositivo, o sexo, a idade e o estado civil do usuário, utilizando brechas como as presentes na rede de publicidade do Angry Birds, que oferecem esta informação para as agências de marketing (que também são espionadas pelas agências).

Os dados divulgados por Snowden não revelam o número de usuários afetados com a espionagem, mas se levarmos em conta que o Angry Birds tem mais de 1.7 bilhão de downloads desde o seu lançamento, já dá para ter uma boa extensão do potencial do programa.

Um dos documentos revelados por Snowden informa que basta atualizar o software instalado em um dispositivo Android para que centenas de linhas com informações relevantes sobre o histórico do seu smartphone fiquem expostos. Os dados são utilizados por anunciantes presentes nos apps gratuitos, para criar perfis detalhados de usuários, e assim, criar uma publicidade mais eficiente. E agora, para que os dados caiam nas mãos das agências de inteligência.

E a brecha não se limita aos apps do Android. Os aplicativos do iOS são igualmente vulneráveis às ações da NSA e GCHQ, cujos agentes teriam compartilhado informações técnicas para extrair dados como listas de contatos, históricos de chamadas e metadados armazenados em fotos compartilhadas nas principais redes sociais, através de dispositivos das duas principais plataformas móveis.

Por fim, o New York Times informa que análises conjuntas realizadas em 2009 entre a NSA e o GCHQ terminaram com o surpreendente resultado de mais de 30 milhões de contatos “de interesse”, depois de meses de processamento.

Via The Guardian, The New York Times, ProPublica