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A Lenovo informa em seu relatório financeiro do quarto trimestre de 2015 (terceiro trimestre do ano fiscal da empresa) que eles conseguiram equilibrar a sua divisão de smartphones, pouco mais de um ano depois que eles adquiriram a Motorola da Google. Em geral, as vendas aumentaram em relação ao mesmo período do ano anterior.

A arrecadação líquida aumento em US$ 300 milhões, ultrapassando o previsto pelos analistas e muito melhor do que as perdas registradas no segundo trimestre fiscal (US$ 714 milhões). Isso mostra que a reestruturação mostra bons resultados, mostrando claros sinais de reestruturação.

As vendas do trimestre foram de US$ 12.9 bilhões, 8% menores em relação ao mesmo período do ano passado, mas US$ 700 milhões a mais em relação ao segundo trimestre fiscal. Quanto aos custos de reestruturação, eles foram menores por conta da economia resultante das medidas de reajuste tomadas em agosto, calculadas em US$ 1.35 bilhão até o final do ano fiscal (seguindo dentro do previsto nesse momento).

 

A divisão móvel é a nova protagonista

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Com o fim da reestruturação, a Lenovo informa que o Mobile Business Group (que engloba tablets, smartphones e Smart TVs da Lenovo e Motorola) cumpre com o seu compromisso de estabilidade depois da aquisição da Motorola. As vendas totais foram de US$ 3.2 bilhões, 4% abaixo das obtidas no mesmo período do ano passado, onde a Motorola é responsável por US$ 2 bilhões.

São números melhores que aqueles informados no trimestre anterior (US$ 2.7 bilhões de vendas, US$ 600 milhões da Motorola), e as perdas totais da divisão (fora os impostos) ficam em US$ 30 milhões, uma notável recuperação levando em conta que o balanço anterior era de US$ 270 milhões.

Aqui se destaca o sucesso nos mercados emergentes, com um aumento de 15%, com destaque para China e Indonésia, onde a Lenovo cresceu 206% e 318%, respectivamente. O volume de vendas fora da China é maior do que no trimestre anterior, passando de 75% para 83%, e lá a reestruturação da empresa começa a compensar. Sobre a Motorola, mais boas notícias: a distribuição dos dispositivos aumentou 25% em relação ao trimestre anterior.

 

Esperanças by Lenovo

Yuaging Yang, CEO da Lenovo, explica que os números obtidos são considerados recordes diante das flutuações dos mercados, e pela queda do mercado de computadores. A divisão móvel foi a beneficiada, podendo ser bastião da empresa em 2016. A Lenovo deve se unir à tendência de outras, aproveitando o momento presente, e mirando os mercados emergentes para acelerar o seu crescimento nesses mercados.

Quanto aos demais segmentos, a estratégia é oferecer produtos inovadores, se centrando nos segmentos mais exclusivos ou premium. A China segue nos planos de expansão da Lenovo, com um “potente catálogo” de produtos.

Futuros acordos e parcerias podem ajudar a Lenovo a seguir crescendo. E o convencimento que a transformação do seu modelo de negócio e sua nova estratégia dual de marcas (Lenovo Vibe e Lenovo Moto) pode oferecer melhores resultados. Será interessante ver o ano de 2016 dessa empresa.

Via Businessware