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Vamos combinar: essa Microsoft “amo muito todo mundo” de 2017 não é a Microsoft que a gente conhece.

Aquela Microsoft, que já foi a do “vamos aniquilar nossos inimigos”, e que já berrou “developers, developers, developers” parece não existir mais. Ela virou a empresa do “paz e amor, bicho”, no melhor estilo hippie, amando tudo e todos. Inclusive aquelas que ela queria exterminar em um passado não muito distante.

Que Satya Nadella introduziu uma nova filosofia na empresa, isso é um fato. Deixou de ser uma empresa de software e dispositivos para se tornar uma empresa de tecnologia e serviços. E a estratégia parece que está funcionando muito bem. É possível ver esses movimentos bem claros acontecendo.

O que surpreende é agora esse novo amor universal que a empresa tem pelos sistemas concorrentes, algo que jamais poderia imaginar que seria possível há 15 ou 20 anos atrás.

Surpreende, sim. Mas não causa estranheza.

A Microsoft compreende que a melhor forma de crescer e ser relevante é se fazer presente nos sistemas operacionais dos seus concorrentes. Isso é algo muito inteligente, partindo do princípio que pode ganhar um mercado que antes ela não tinha, por se centrar exclusivamente nos desktops.

Sabendo que as vendas de PCs despencam ano a ano, e que é justamente os smartphones que estão canibalizando esse setor, fica óbvio por onde a Microsoft deve investir para voltar a crescer.

Por fim, para reforçar toda essa ideia de amor ao mundo que a gigante de Redmond quer transparecer… nunca a Microsoft amou tanto o Linux como agora.

A inclusão de sistemas de código aberto nas plataformas da empresa, incluindo o Azure e a Windows Store, mostram claramente essa relação próxima da Microsoft com o mundo Linux. E pensar que Steve Ballmer queria a morte do Linux a todo custo.

Não só pelos fatores comerciais, mas até pelo fato de todo mundo ver essa nova fase da empresa com bons olhos, entendo que é positivo ver como eles amam quem eles já odiaram um dia. É a prova cabal que Satya Nadella tem uma clara filosofia de mercado que é muito mais pensada no longo prazo.

E isso realmente pode salvar a Microsoft.