650_1000_redes-5g-2

Na última segunda-feira (10) aconteceu o 5G@Europe Summit, e um dos participantes do evento, Thibaut Kleiner, membro da Comissão Europeia, garantiu que o Velho Continente vai liderar o caminho para as redes 5G.

Kleiner, que trabalha no mesmo grupo da Comissão Europeia que Neelie Kroes, informou que a União Europeia deverá assumir essa liderança com suas operadoras, e com os 7 milhões de funcionários que trabalham no setor das telecomunicações no continente. No evento patrocinado pela Huawei e realizado em Munique (Alemanha), foi mencionado o programa de parceiros para a instrutura pública e privada das redes 5G (5GPPP), e outros presentes indicaram que o importante era começar a realizar investimentos para iniciar o desenvolvimento desse tipo de redes, e assim, poder liderar o salto tecnológico.

2020 como objetivo para o lançamento comercial

Kleiner também informou que devem se passar 10 anos entre cada passo da tecnologia móvel de dados, e em uma conversa com a Huawei, eles estabeleceram como data estimada para o primeiro lançamento de uma rede 5G o ano de 2020, algo que já haviam apontados outros fabricantes que tentam avançar nessa tecnologia.

Espera que exista um projeto inicial em 2015, testes mais amplos em 2017 e o início da oferta comercial em 2020. Não obstante, a Comissão Europeia não espera que esse tipo de redes sejam utilizadas de forma massiva em 2040. Pode parecer uma data distante, mas no evento também foi estabelecido como 2020 o momento em que as redes 4G devem superar as redes 3G, e o ano de 2030 para que as redes LTE registrem o seu momento de máximo uso.

Mas isso, é uma estimativa. No Brasil, deve demorar um pouco mais… bem mais…

Mas… para que vamos precisar das redes 5G?

Levando em conta o uso atual dos dispositivos móveis, alguns se perguntam se as redes 5G serão realmente necessárias. A Comissão Europeia acredita que sim, principalmente com a chegada da Internet das Coisas.

Segundo Kleiner, essas redes 5G vão proporcionar a capacidade necessária para que os milhares de dispositivos – aproximadamente 100 bilhões – conectados poderão transmitir dados de forma contínua, aproveitando a largura de banda oferecida por estas redes.

Outro problema será o dos limites que as operadoras poderiam impor para esse tipo de redes, no que se refere à quantidade de dados baixados pelo usuário. Esse debate já existe com o uso das redes 4G que efetivamente oferecem velocidades destacáveis, mas que impõem limites sobre a quantidade de dados disponíveis para cada usuário, o que faz com que muitos percam o interesse nesse tipo de conexões.

Em resumo: a internet 5G é uma coisa para o futuro lá fora, e no caso do Brasil, não só esse futuro é distante, mas muito provavelmente, será oferecido em pacotes ridículos de dados, por um preço absurdo.

Via The Register