Facebook

Uma matéria produzida pelo ProPublica em parceria com o The New York Times mostra a dura dinâmica que atravessam os profissionais mais velhos para encontrar uma vaga de trabalho.

Muitos deles foram demitidos ou simplesmente não receberam os avisos laborais pela idade declarada no Facebook. O cenário resultou em denúncias da prática em diferentes empresas.

Faz um tempo que a Verizon colocou um anúncio no Facebook para contratar profissionais na área de planejamento financeiro com idades entre 25 e 36 anos. Esse alcance de idade desabilitou o anúncio para milhares de usuários. A segmentação etária da rede social foi o alvo da matéria.

O Facebook oferece a opção de refinar o anúncio com o controle de variáveis como idade, sexo, localização, interesses, buscas e vários outros dados que a rede social tem sobre seus usuários.

Os dados do perfil podem ser ocupados por questões laborais, onde empresas como Amazon, Verizon, Goldman Sachs, Target, UPS e o próprio Facebook usam de forma ativa para dispensar os mais velhos.

Vários especialistas se questionam se a prática está em consonância com a Lei Federal de Discriminação por Idade no Trabalho de 1967, que proíbe prejudicar os profissionais com 40 anos ou mais na contratação laboral.

A situação alcançou as instâncias legais contra T-Mobile, Amazon, Cox Media Group e outras agências de emprego. O recurso foi apresentado em uma corte federal de San Francisco, e os advogados dos demandantes alegam que a queixa se baseou em anúncios de dezenas de empresas no Facebook.

Algumas empresas se comprometeram a melhorar suas ferramentas para seleção de profissionais. A Amazon declara que revisou vários dos seus anúncios de recrutamento no Facebook, e detectou alguns que não estavam de acordo com o foco de busca dos candidatos. Afirma ter corrigido esses anúncios.

Já o Facebook se defende da matéria, e defende suas práticas de segmentação. Alega que as ferramentas são usadas de forma responsável, e a seleção por idade é uma prática feita justamente para ajudar aos empregadores a recrutar, fazendo assim que pessoas de todas as idades encontrem um trabalho.

Na prática, a teoria do Facebook é um pouco diferente do que eles afirmam.

 

Via ProPublica