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As gigantes das telecomunicações ao redor do mundo (e não apenas no Brasil, como poderíamos imaginar) decidiram entrar em guerra contra os aplicativos de mensagens instantâneas. Para eles, a ideia é que a GSMA dê o impulso em definitivo ao padrão RCS (serviços de comunicação enriquecidos), que transformará o velho e ultrapassado SMS em algo muito similar ao que WhatsApp, Telegram ou Facebook Messenger oferecem hoje.

Esta tecnologia permitirá integrar um sistema de mensagem em qualquer smartphone sem depender de apps de terceiros. As principais operadoras de telefonia móvel do planeta estão cientes que estão perdendo uma grande parte da fatia do mercado. E para contra-atacar, contam com a ajuda de ninguém menos que a Google.

Foram anunciadas na MWC 2016 funções de chat instantâneo, criar grupos ou envio de arquivos, entre outras funções que estariam no novo sistema. O mais curioso de tudo isso é ver a Google a encarregada de dotar a infraestrutura técnica ao projeto, dada as suas turbulentas relações com as operadoras no passado.

Um detalhe importante: pelo menos por enquanto, tudo isso só funcionará no Android.

Do ponto de vista tecnológico, o RCS tem uma vantagem importante sobre outros sistemas: não é necessário o uso de uma conexão de internet para estabelecer a comunicação (desde que exista uma cobertura de rede, é claro). Nesse ponto, é possível que um ou outro leitor lembre de uma iniciativa chamada Joyn, criada em 2012, e que foi um completo fracasso. Quem sabe agora, com o apoio da Google, a ideia vingue.

Mas… faz sentido der uma plataforma controlada pela Google e pelas operadoras para bater de frente com os aplicativos de mensagens instantâneas? Qual é o real valor agregado que o novo sistema pode oferecer? E como convencer a milhões de usuários para que eles mudem de aplicativo?

Via GSMA