Algo faltou ser dito durante a apresentação do Microsoft Surface: dados sobre sua bateria, e principalmente, a vida útil das baterias de cada modelo.

Uma coisa que é importante ser dita é que os modelos apresentados durante o evento da Microsoft são protótipos, ou seja, pouco poderia ser revelado sobre as verdadeiras capacidades das baterias que integram esses equipamentos. E justamente a tabela de especificações dos produtos podem revelar a grande decepção dos mesmos no que se refere à sua autonomia de uso.

Para o Microsoft Surface for Windwos RT, uma versão pensada para dispositivos móveis, uma suposta bateria com 31.4 watts de capacidade foi adicionada, enquanto que para o Microsoft Surface for Windows 8 Pro, a bateria escolhida seria a de 42 watts de capacidade. Para que você tenha uma ideia, a Apple adicionou no iPad uma bateria de 42.5 watts. Aparentemente, os dois tablets da Microsoft são iguais, mas na prática, eles possuem peso, dimensões e, principalmente, tamanho de baterias diferentes.

O modelo que deve competir a sério no mercado de tablets é o RT, e até que a Microsoft revele os dados de forma oficial, a empresa de Redmond pode estar muito longe da realidade do mercado em termos de autonomia de uso. Para que o Microsoft Surface for Windows RT se compare a um iPad de terceira geração, ele precisa ter um rendimento mínimo de 7.5 horas, algo que parece ser difícil com uma bateria com menor capacidade. Some à isso o preço especulado pelo tablet da Microsoft (US$ 599, contra US$ 399 do iPad 2), podemos dizer que a Microsoft vai ter que rever seus planos nos dois aspectos.

Por outro lado, o Microsoft Surface for Windows 8 Pro teria uma autonomia de bateria estimada de até 6 horas, e nesse caso, não é um mal negócio. Se levarmos em conta que o modelo integra o mesmo processador que temos em um Ultrabook qualquer do mercado atual, oferecer a mesma performance com essa autonomia de bateria é algo positivo. Além disso, a Microsoft garante que a versão para Windows 8 Pro do Surface é capaz de ser otimizada, para alcançar um desempenho 20% que os equipamentos com configurações similares, e isso pode fazer com que sua autonomia de bateria até aumente.

Vale a pena lembrar que tais teorias só poderão ser confirmadas depois que a Microsoft apresentar a tabela final de especificações dos seus tablets. Outro detalhe a ser considerado é como a empresa vai trabalhar com o sistema operacional, com o objetivo de trabalhar melhor no comportamento com os núcleos de processadores de cada modelo, obtendo assim um melhor rendimento de sua bateria.

Resumindo: é esperar para ver.

Via Gizmologia