Se você ainda tinha alguma dúvida do poder da Apple (e, se tinha, você é um descrente do mundo da tecnologia moderna), leia neste post a prova definitiva. Os papéis da empresa de Cupertino subiram na bolsa eletrônica Nasdaq ao longo do dia de hoje (20 de agosto), muito em decorrência à proximidade do lançamento de novos produtos. Como consequência disso, a empresa de Tim Cook conseguiu acumular um valor de ação de US$ 664,74, batendo o antigo recorde estabelecido pela Microsoft, em 1999.

Com a alta de 2.6% na Nasdaq, o valor acumulado das ações da Apple alcançou a marca recorde de US$ 619 bilhões. Em 30 de dezembro de 1999, a Microsoft tinha um valor de mercado de US$ 618.9 bilhões. Tudo bem que naquela época, a empresa de Bill Gates reinava quase absoluta, sem ter a concorrência do Google, do Facebook e da própria Apple (empresa essa que foi ajudada financeiramente pela própria Microsoft dois anos antes). Além disso, o Windows era o principal produto da empresa. Hoje, trabalhando em outras frentes, como o dos videogames e eletrônicos de consumo, a empresa de Redmond vê no Microsoft Office e no Xbox 360 os principais mecanismos de lucro da empresa, e aposta que o Windows 8, em companhia com o Windows Phone 8, serão os novos baluartes da Microsoft para dominar o mercado de software.

Já a Apple apostou pesado nos eletrônicos de consumo desde 2001, com o lançamento do primeiro iPod, Desde então, foram pelo menos três lançamentos que revolucionaram o mercado em vários segmentos (o próprio iPod, o iPhone e o iPad), sendo a empresa que mais cresceu (e de forma realmente assustadora) nos últimos cinco anos.

Vale aqui ressaltar que não é possível saber que a Microsoft de 1999 era mais poderosa que a Apple de 2012, uma vez que não foi feito nenhum cálculo de correção monetária para avaliar o quanto a empresa de Redmond do passado valeria hoje. De qualquer forma, a notícia só reforça aquilo que muitos de nós já sabemos há tempos: a Apple domina hoje o mercado de tecnologia, e isso deve perdurar por mais alguns anos.

Via Mercury News e MacRumors