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Mais da metade da população da Terra não possui acesso à internet. É o que revela um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que indica que aproximadamente 57% dos habitantes do nosso planeta estão desconectados.

Todas as vantagens socioeconômicas que a internet oferece ficam vetadas para milhares de milhões de pessoas que, segundo a ONU, deveriam ter previamente acesso à formação, educação e ensino de idiomas antes mesmo de acessar a internet. Felizmente, vários projetos promissores podem mudar isso.

 

O smartphone é vital

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Ainda que a ONU acredite que existem barreiras para o acesso à internet de banda larga (inacessível para 90% da população nos países mais pobres) ou o idioma, há um protagonista que pode facilitar o acesso ao mundo digital: o smartphone.

A era pós-PC não foi tão efetiva nos países desenvolvidos, mas é vital nos países em desenvolvimento, já que para muita gente o smartphone é a principal via de conexão com o restante do planeta.

Mas os smartphones são apenas parte da equação, e solucionar o acesso à internet em zonas rurais e de difícil acesso, ou em zonas com infraestrutura pouco desenvolvida é o objetivo de diversos projetos de gigantes da internet. Obviamente, nem todas perseguem fins tão nobres como previstos. Já falamos do Facebook.org, que se mascara da filantropia para obter mais usuários para a sua rede social.

A sorte é que temos outros projetos que visam conectar milhões de pessoas nos próximos anos.

 

Projetos ambiciosos e promissores

O próprio Facebook quer fazer uso de lasers para oferecer o acesso à internet, mas isso não é tudo. Os drones também podem ser utilizados para essa finalidade.

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O Google e o seu Project Loon é outro entre os mais destacados, enquanto que algumas empresas já estão investigando em uma gigantesca rede de satélites de baixa órbita, que também seriam capazes de oferecer essa conectividade, independente da zona geográfica do usuário. Elon Musk e o seu SpaceX parecem ser os candidatos para essa alternativa, mas ainda há dúvidas evidentes para uma solução que teria um custo elevadíssimo.

Seja como for, todos esses projetos não só teriam que enfrentar os obstáculos técnicos, mas também a sua adoção por parte de bilhões de pessoas, cuja mudanças podem resultar em um impacto socioeconômico realmente importante.

O relatório da ONU indica aspectos como estabelecer uma política de acesso universal à banda larga, evitar a desigualdade de gênero no acesso à web, e até definir o conceito de um serviço universal na web. Um objetivo pelo qual vale a pena lutar.

Via Motherboard, ONU (PDF)23