smartphone produtividade

 

O interesse em transformar o smartphone em um produto ainda mais versátil é evidente. Canonical com o Ubuntu e a Microsoft com o Windows 10 Mobile são provas disso. Já temos dispositivos que nos mostram que um smartphone pode se transformar em um computador de mesa, mas as iniciativas atuais ainda não estão maduras.

Agora, temos novos e promissores projetos nesse sentido. Entre eles, o recém descoberto Samsung Desktop Experience, que pode estar disponível no Galaxy S8. Somado com os últimos vazamentos do Projeto Andrômeda da Google e a emulação de aplicativos Win32 no ARM da Microsoft, o cenário futuro é muito interessante.

 

 

Continuum e Ubuntu não convenceram logo de cara

 

A busca pela convergência já existe a algum tempo, e um passo lógico é a evolução do smartphone como dispositivo central das nossas vidas. Ainda vai levar um tempo para que façamos no mobile tudo o que fazemos em um notebook ou desktop, mas a margem de melhora é enorme para que o telefone cumpra essa missão.

O Ubuntu Touch e o Lumia 950/XL com Windows 10 comprovam isso. Porém, esses dispositivos estavam imaturos demais para dar o salto definitivo para a buscada convergência.

A adaptação foi limitada, tanto nas especificações como no catálogo de aplicativos disponíveis. Nos dois casos, a experiência de uso tinha muita margem de melhora. No caso do Ubuntu, por exemplo, o paradigma de uso era discutível, e o uso extensivo do Scopes aportava uma melhor diferencial. No caso do Windows 10, o Continuum no Lumia estava limitado a poucos aplicativos universais.

Os dois permitiam vislumbrar o futuro do smartphone fazendo o papel do PC, mas eram quase protótipos do que muitos sonhavam encontrar no mercado um dia.

 

 

Ano novo, convergência nova

 

As coisas podem mudar em 2017, onde muitas novidades nesse mercado podem chegar.

Parece que o interesse na convergência voltou a ser protagonista entre os fabricantes, que podem usar isso como base fundamental de suas estratégias no mercado mobile. Várias frentes estão abertas, sem falar nas surpresas de última hora.

 

 

Microsoft

Um novo projeto da empresa planeja a execução de aplicativos Windows “legacy” nas plataformas ARM via emulação. Isso pode fazer com que o hipotético Surface Phone apareça de vez, mostrando que a empresa tem várias batalhas perdidas, mas não abandonou a guerra.

 

 

Google

 

O Remix OS pode ser mesmo o futuro do Android. Apesar de não falar sobre o assunto, sabemos que o projeto Andromeda existe (há quem o chame de Pixel OS), como a fusão do Chrome OS e do Android.

A ideia seria combinar o melhor dos dois mundos para oferecer uma versão do Android voltada para a produtividade. No terceiro trimestre de 2017 podem aparecer os primeiros dispositivos, inicialmente tablets conversíveis, mas com espaço para o lançamento de smartphones.

 

 

Samsung

O Galaxy S8 pode contar com o Samsung Desktop Experience, que transformaria o smartphone em um desktop sem a necessidade de docks para conexão. Aqui, a Samsung tem uma missão mais complicada, pois não depende exclusivamente de si (e sim do Android), de modo que será interessante ver em detalhes qual é a solução que eles idealizaram.

 

 

Apple

Aparentemente não está muito interessada nesse aspecto, mas é fato que o iPad Pro é uma evolução lógica dos seus tablets. Esse produto é gerenciado pelo iOS, que é mais e mais ambicioso no âmbito da produtividade, mas opções como Continuity ou Handoff não mostraram muitas melhoras desde suas aparições no iOS e no macOS. A estratégia da empresa ainda é uma incógnita e não parece ser transformar o smartphone em um conversível. Porém, o macOS perde relevância, deixando o futuro totalmente para o iOS.

 

 

Ubuntu

Também não oferece grandes novidades nos últimos tempos, mas o Mir, servidor gráfico do sistema operacional, podem ajudar na adoção do sistema operacional no ambiente mobile. O Mir está bem maduro, e pode ser uma das bases de um funcionamento mais versátil. O Unity 8 já está presente no Ubuntu 16.10, e em 2017, deve ter ainda mais relevância, demonstrando a visão da Canonical nesse aspecto.

 

Muitas propostas, muitos caminhos diferentes, e um possível objetivo final: dar ao smartphone ainda mais relevância com essa opinião de utilizá-lo também como central de nossa produtividade.

Vale a pena destacar que essa experiência seguirá limitada em muitos aspectos, mas que pode em muitos âmbitos transformar o smartphone em tudo o que o usuário mais precisa.